A Justiça resolveu entrar em campo e determinou o bloqueio do cachê de Romário na CazéTV por causa de uma dívida milionária, estimada em R$ 32,4 milhões. O ex-atacante, que tantas vezes driblou zagueiros pelo caminho, agora tenta escapar de um marcador bem menos simpático: a cobrança judicial. No gramado das finanças, a bola da vez parece ter parado justamente onde ninguém queria: no caixa.
A previsão de temperaturas próximas dos 40°C e a redução das chuvas nos próximos meses acendem um sinal de alerta em Belém. Especialistas apontam que a combinação dos efeitos do El Niño com as ilhas de calor urbanas deve intensificar a sensação térmica, principalmente entre agosto e setembro. Diante do cenário, cresce a necessidade de medidas para mitigar os impactos do calor extremo, especialmente com a proximidade do Círio de Nazaré, período que reúne milhões de pessoas nas ruas da capital paraense.
O 8º Brasília Summit, promovido pelo LIDE em parceria com o Correio Braziliense, terá o advogado paraense Giussepp Mendes, CEO do escritório Pinheiro & Mendes Advogados, como um dos painelistas. Com o tema "A segurança jurídica e o desafio da infraestrutura no Brasil", o evento também terá a presença de algumas das principais lideranças do país, entre elas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas e o fundador e co-chairman do LIDE, João Doria. O encontro ocorrerá no dia 5 de agosto, na capital federal.
Nem toda perseguição pode ser fantasiada de acordo judicial. O TJ do Pará fez o necessário: anulou o acerto que obrigava uma mãe de santo a abandonar sua casa e o terreiro de umbanda. A mensagem é cristalina: preconceito não tem força de sentença. A decisão chega em boa hora. Em 2024, o Disque 100 registrou 2.472 denúncias de intolerância religiosa, alta de 66,8% em relação ao ano anterior, e as religiões de matriz africana seguem como as principais vítimas. A Justiça tratou de lembrar que o lugar da discriminação é fora da lei, não dentro dela. RECADO DADO A decisão do TRT em Manaus, mantendo justa causa de um empregado por ofensas machistas, homofóbicas, discriminatórias e ameaças a colegas, reforça um entendimento cada vez mais sólido: não há espaço para preconceito no ambiente profissional. O tempo da "brincadeira" usada como desculpa ficou para trás. Em Belém, o TRT da 8ª Região vem consolidando precedentes que confirmam punições severas para casos de homofobia, transfobia, racismo, misoginia e outras formas de discriminação no trabalho. Quem transforma preconceito em conduta pega justa causa, mesmo. MADEIRA SUSPEITA Relatório da ONG britânica Earthsight lança nova sombra sobre a madeira amazônica exportada ao mercado europeu. A investigação afirma que produtos ligados à Samise, empresa com histórico de autuações e condenação no Pará, chegaram à Holanda e foram usados em obras de infraestrutura e paisagismo. O caso também reacende o debate sobre a confiabilidade dos sistemas de certificação florestal e da rastreabilidade da cadeia da madeira, justamente quando a pressão internacional por controles ambientais mais rigorosos aumenta
Enquanto a bola pedia foco, vieram as propagandas de bets, a dedicação quase diária às redes sociais e uma coleção de polêmicas sobre relacionamentos que reforçam a imagem de um machista inveterado. O resultado é um ídolo cada vez mais famoso fora das quatro linhas do que dentro delas. Para quem carregou por anos a esperança de um país, ficou a impressão de que o algoritmo venceu o futebol. E na partida final, o ídolo que começou menino e nunca cresceu se derreteu por completo e deu vexame mais uma vez. Foi patético.
Foi a quarta Copa. Quatro oportunidades para assumir o papel de protagonista que o país esperava. Em vez disso, comportamento errático, discussões com adversários, reclamações à arbitragem e pouquíssimo futebol quando o Brasil mais precisou. O talento de Neymar nunca esteve em debate, mas agora já é questionado. O grande problema é a falta de entrega. A confiança da torcida parecia inversamente proporcional ao retorno em campo, quando o Mister Ancelotti achou que ele surpreenderia ao entrar em campo. O craque que prometia decidir acabou, mais uma vez, deixando a sensação de que a expectativa jogou melhor que ele.
O TRT-8 decidiu que criatividade não é bem o forte do Grupo Revemar, mas controle excessivo, sim. Duas empresas do grupo foram condenadas por assédio moral organizacional via microgerenciamento digno de ficção distópica corporativa. Nada de risadas, nada de conversa, nem café com leite, muito menos liberdade respiratória sem supervisão. O Ministério Público do Trabalho do Pará e Amapá achou exagero e o tribunal concordou. Até limpar óculos virou ato suspeito. Resultado: multa, indenização e quem sabe um curso compulsório sobre humanidade básica no escritório.
Enquanto os holofotes seguem voltados às grandes negociações climáticas, a Amazônia Vox aposta no que considera o ativo mais valioso da floresta: quem vive nela. O evento "Jornalismo, clima e vozes amazônidas em pauta", nesta sexta-feira, em Belém, reúne jornalistas, cientistas e lideranças locais para defender uma cobertura que privilegie soluções e o protagonismo regional. Na programação, debates sobre ciência, jornalismo de soluções e uma pré-estreia do programa Janela Amazônia Vox. O recado é claro: se o mundo quer entender a Amazônia, vale começar ouvindo os amazônidas.
No CREA-PA, a disputa eleitoral ganhou contornos de engenharia jurídica. A Justiça Federal suspendeu a candidatura de Adriana Falconeri ao entender, em liminar, que o mandato obtido na eleição suplementar de 2022 pode contar como primeiro período sucessivo, esbarrando a nova tentativa de candidatura no limite da Lei 5.194. A juíza ainda lembrou um detalhe incômodo: regulamento não pode criar exceção onde a lei não criou. Agora, insistir em manter uma candidatura suspensa por ordem judicial não é só teimosia institucional. Pode até abrir espaço para a apuração por desobediência dos responsáveis.
Entre as certidões de óbito retificadas entregues pelo Ministério dos Direitos Humanos está a de Edson Luís de Lima Souto, estudante paraense morto pela Polícia Militar aos 18 anos, durante um protesto no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, em 1968. Nascido em Belém, ele passou a ter oficialmente reconhecida a responsabilidade do Estado por um dos crimes mais simbólicos da ditadura militar. Também receberam certidões corrigidas Rubens Paiva, Vladimir Herzog, Carlos Marighella, Stuart Angel Jones e a estilista Zuzu Angel, cuja morte, em 1976, foi oficialmente reconhecida como decorrente da perseguição política.
A parceria entre Systemica e Conservação Internacional (CI-Brasil), lançada em 2025 para estruturar a cadeia de sementes nativas na APA Triunfo do Xingu, no Pará, avança como peça da economia da restauração. O projeto mira a meta estadual de recuperar 5,6 milhões de hectares e já articula coletores locais e viveiros na região. Ainda em fase de expansão, a iniciativa busca escalar produção e garantir oferta contínua de sementes, num território onde o desmatamento ainda pressiona a floresta como uma maré lenta e persistente.
Campanha do Greenpeace adverte sobre o avanço do garimpo ilegal nas terras indígenas da Amazônia. Segundo a organização, a atividade drena rios, contamina solos e adoece comunidades inteiras com mercúrio. O Pará aparece como epicentro desse mapa de destruição. Sozinho, concentrou cerca de 70% da área de garimpo ilegal identificada em terras indígenas na Amazônia Legal nos últimos anos, segundo dados do MapBiomas. Para a ONG, o garimpo não é apenas extração: é corrosão lenta do modo de vida indígena, com impactos que vão da pesca ao cultivo, passando por violência, exploração e ruptura social. Uma frente de ouro que, em vez de riqueza, deixa rastros de lama tóxica e silêncio nos territórios.