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C91há 6 meses

Sinal vermelho

A investigação internacional Fuelling Ecocide, livremente traduzido como Alimentando o ecocídio, lançada em janeiro de 2026 para mapear o impacto devastador da indústria de petróleo e gás em áreas protegidas ao redor do mundo, acendeu o alerta. 7 mil áreas protegidas do mundo estão sob a sombra de licenças de petróleo e gás. No Brasil, o holofote recai sobre a foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá, com repercussõees importantes no Pará. Trata-se de uma das regiões mais biodiversas e sensíveis do planeta. O mosaico de manguezais, recifes e correntes marinhas que conecta a Amazônia ao Atlântico é uma peça-chave para o equilíbrio climático. Enquanto o país tenta vender protagonismo ambiental lá fora, a decisão sobre a foz do Amazonas virou teste de coerência. O imbroglio afeta diretamente comunidades pesqueiras e ribeirinhas do Pará, que dependem de estoques de peixes ligadoos ao equilíbrio ecológico do Amazonas.

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Cicatriz ambiental

A empresa que apresentou a melhor oferta para dragar o rio Tapajós entre Itaituba e Santarém tem um detalhe incômodo no currículo. Já foi alvo de três autos de infração do Ibama por irregularidades sabem em quê? Em obras de dragagem. As multas somam R$ 1,9 milhão e seguem em tramitação administrativa. A vencedora do pregão, a DTA Engenharia, também não é santa. Foi autuada duas vezes em 2018, em Paranaguá (PR), e mais uma vez em 2023, em São Sebastião (SP). O roteiro é o mesmo: retirada de sedimentos e intervenções em canais, como se deseja fazer no Tapajós. Uma cicatriz ambiental contra a qual os indígenas estão rebelados em Santarém.

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Rios tipográficos

Em Belém, as letras também navegam. Foi o que descobriu a designer Fernanda Martins ao se mudar para a capital paraense e se deparar com barcos ribeirinhos que mais pareciam galerias flutuantes. Fascinada pelas tipografias coloridas que estampam cascos na região de Boa Vista do Acará, ela transformou o encanto em pesquisa. E em missão. Criou o projeto Letras que Flutuam, que já mapeou 140 abridores de letras no Pará, desde Belém à Ilha de Marajó. As marcas registradas são maiúsculas vibrantes, sombra em dégradé e arabescos finais - o chamado “caqueado”. Fernanda formalizou o Letras que Flutuam para evitar que a estética amazônica seja capturada pelo mercado sem crédito aos autores. A preocupação não é só artística, é política: reconhecer quem pinta é preservar quem sabe.

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MARCO NA SEGURANÇA

Belém alcançou um marco histórico na área de proteção ao cidadão, ficando em segundo lugar nacional no pilar de segurança pública no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado no fim de janeiro. A capital paraense somou 86,02 pontos, atrás apenas de Florianópolis (SC), e se destacou por indicadores sólidos de redução de crimes violentos nos últimos anos, com queda de até 80% em alguns índices. Este indicador coloca Belém entre os lugares mais seguros do país. Além de gerar tranquilidade no cotidiano, o resultado atrai investimentos e turismo mais robusto em um momento em que a cidade vive alta circulação de pessoas no Carnaval e eventos culturais.

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FOLIA COM PROTEÇÃO

O Ministério da Saúde lançou a campanha de Carnaval para reforçar a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com foco em jovens e jovens adultos, e escalou a cantora Gaby Amarantos para protagonizar a mobilização, destacando que o cuidado deve ocorrer antes, durante e depois da folia, ao longo de todo o ano. A ação também reforça a ampliação da oferta de preservativos no país: nos últimos três meses, 138 milhões de unidades foram distribuídas aos estados, incluindo dois novos modelos — ultrafino e texturizado — que passaram a ser disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde em 2025.

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CRIATIVIDADE EM ALTA

Segundo análises recentes do Sebrae no Pará, segmentos ligados à cultura paraense, artesanato, tecnologia, alimentação e bioeconomia permanecem em alta para 2026. A notícia eleva as expectativas de novos empreendimentos e geração de empregos na região. O movimento aponta para um cenário positivo de diversificação econômica pós-COP30, com oportunidades para pequenos e médios negócios que valorizam produtos locais e sustentabilidade, um fator que pode estimular ainda mais a economia de Belém ao longo do ano.

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Ainda bem

Pra nossa sorte, na mesma área, tem uma sorveteria Cairu recém-inaugurada e com todos os sorvetes fresquinhos, como de costume. Vale a pena avaliar se mais operações regionais não seriam bem mais proveitosas e com um custo muito mais acessível. Fica a dica!

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Velhos Conhecidos

Não bastassem os alagamentos que castigam, sobretudo, as áreas mais vulneráveis de Belém, a população ainda convive com um problema já antigo: buracos e bueiros abertos espalhados pelas ruas da capital. Alguns, inclusive, já fazem parte da paisagem. Com as chuvas, o cenário se agrava e o caos se instala, deixando motoristas entre prejuízos e manobras diárias para escapar dos obstáculos.

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PREÇO INTERNACIONAL

Após tantas queixas que mantiveram Belém por tanto tempo entre os assuntos mais comentados no Brasil e no mundo, os preços de itens básicos continuam assustando. Em 2025, até se compreenderia a tentativa de ganhar um “troco” a mais durante a COP30. Agora, já passado o grande evento, não é aconselhável sentir sede próximo à área de embarque do Aeroporto Internacional de Belém. Com a demora de costume na abertura do procedimento de revista para voos internacionais e a lentidão da empresa terceirizada, que opera com equipe reduzida e apenas um equipamento de raio-X, muitos passageiros acabam concentrados nesse espaço à espera do voo. E quem precisar consumir algo paga caro: duas águas e dois chopes de 500 ml, somados aos 10% de serviço, chegam à conta de R$ 137.

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Cadê o Papão?

No caminho entre o despacho de bagagens e a área de embarque, a famosa “área do milhão”, chama atenção uma loja oficial do Clube do Remo. Só do Remo. Sozinha. Um retrato fiel da distância que separa as gestões dos principais clubes paraenses. Enquanto o Leão investe em marca, produtos e presença, o rival Paysandu fica para trás. E olha que o clube bicolor não carece de dirigentes bem-sucedidos fora de campo. Mas futebol moderno, assim como a gestão de grandes clubes, não se faz com licitação, ocultação ou transporte de malas. Faz-se com arrecadação, produtos esportivos e serviços que funcionam. Simples assim.

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