Amanhã, 26, Dia do Cacau, o Pará celebra a virada que o levou ao topo da produção nacional. Em duas décadas, o estado saiu da sombra da Bahia para liderar com mais de 50% do cacau brasileiro, colhendo cerca de 150 mil toneladas anuais. A expansão veio com tecnologia, crédito e regularização fundiária, transformando áreas degradadas em sistemas agroflorestais. O avanço também gerou emprego: estima-se que a cadeia mova mais de 200 mil postos diretos e indiretos no estado.
Um placar paralelo funcionou, longe do Mangueirão, durante a disputa entre Remo e Bahia. Foram 33,7 pontos para a TV Liberal, o maior Ibope do ano. Em dia de jogo do Remo, o Pará confirma sua tese favorita: futebol não é só paixão, é fenômeno de audiência. Sofás viram arquibancada, e o controle remoto pede pra ficar quietinho. Ao contrário da engajada, barulhenta e fiel torcida azulina, que fez bonito dentro e fora de campo, transformando a transmissão em evento de massa.
Um dos nomes mais influentes da publicidade no Norte do país, Oswaldo Mendes se prepara para lançar o livro “O sonho da Madison Avenue na Amazônia”. A obra resgata a trajetória do setor na região e revela os bastidores da criação da primeira agência de propaganda da Amazônia, reforçando o papel pioneiro do autor nesse processo. Para profissionais e estudantes da área da comunicação, a leitura é indispensável. O lançamento acontece no dia 30 de março, às 17h, na sede da Associação Comercial do Pará (ACP), em Belém.
Em um movimento que reposiciona o tabuleiro político no Pará, o governador Helder Barbalho transmite o cargo à vice-governadora Hana Ghassan Tuma no próximo dia 2 de abril. A saída ocorre para viabilizar sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano. A cerimônia, às 15h, no Hangar Centro de Convenções, deve reunir nomes de peso e concentrar atenções nos bastidores.
Os pescadores da ilha do Combu são afetados diretamente pelo aumento do interesse de turistas pelo local, sem as devidas providências das autoridades. Joelson da Cunha contou à Folha de S.Paulo que o desfile de lanchas, jet-skis e rabetas virou rotina e a marola espantou os peixes e camarões de forma preocupante. Antes, o pescado artesanal garantia almoço e janta. Hoje não. Moradores dizem que o tráfego acelerado afugenta espécies e torna perigoso sair para pescar. Turismo cresce. A pesca… afunda. Turismo predatório Enquanto o fluxo de embarcações aumenta na Ilha do Combu, a fiscalização parece navegar em câmera lenta. Acidentes já viraram notícia: colisões entre lanchas e jet-skis deixaram feridos e até morte após marola violenta já foi registrada. Moradores chegaram a protestar pedindo controle de velocidade e mais presença das autoridades. No rio, a lei das ondas segue firme: quem tem motor grande passa e quem pesca que se equilibre. Se o turismo fortalece a economia, o prejuízo dos pescadores enfraquece a comunidade.
A eleição portuguesa revelou um curioso termômetro político. Enquanto em Portugal o socialista António José Seguro venceu André Ventura com folga (66% a 33%), no Brasil o cenário se inverteu: o ultradireitista liderou com 4.269 votos contra pouco mais de 3 mil do rival. A ironia não passa batida: muitos imigrantes brasileiros, que vivem a realidade de estar em outro solo, optaram justamente pelo candidato que prega o rigor e a restrição migratória na Europa. CONTRASSENSO Dentro desse cenário nacional, Belém se destacou de forma única. A capital paraense, que abriga uma das colônias portuguesas mais tradicionais e influentes do país, garantiu a Ventura sua maior vitória proporcional em território brasileiro. O resultado local coloca a cidade na contramão do que foi decidido nas urnas da metrópole, mostrando que, na globalização política, as convicções cruzam o Atlântico nem sempre carregando coerência.
O hip hop entrou de vez na batalha pela valorização feminina em Belém. Neste sábado (14), a Battle Girl Power ocupa a Casa da Dona Zilna, na Sacramenta, com rimas afiadas, grafite e protagonismo de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. O circuito itinerante reúne MCs, DJs e grafiteiras da periferia, em parceria com a Ason. A ideia é simples: ocupar o microfone, ganhar as ruas e impor respeito.
A menos de um mês de assumir o governo do Estado, a vice- governadora Hana Ghassan visitou, nesta quinta-feira, as obras do novo hospital materno-infantil de Marabá. O equipamento público deve ampliar a assistência à saúde de mães, bebês e crianças no município e em outros 17 que integram a Região de Integração de Carajás. A unidade será gerida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). De Marabá, Hana seguiu para Salvaterra, no Marajó, onde participou da entrega de creches que ampliam a oferta de educação infantil na região.
A Secretaria de Educação do município segue praticamente paralisada depois que o supersecretário Patrick Trajan (quase prefeito) entrou em rota de colisão com a titular da pasta, Bia Morrone, que recentemente enfrentou um quadro de burnout. O resultado é mais uma secretaria da prefeitura onde as engrenagens parecem ter parado. Situação semelhante ocorre na SECOM. Embora a licitação com as agências de publicidade já tenha sido concluída, até agora não há sequer uma propaganda no ar. O silêncio publicitário, dizem nos bastidores, talvez tenha uma explicação simples: ainda faltam grandes feitos para anunciar.
Onde foi parar a promessa do prefeito de fazer de Belém a capital mais arborizada do país? Por enquanto, é o contrário. Mesmo no coração da Amazônia, a cidade é a 6ª capital menos arborizada do Brasil, com apenas 44,65% das residências em ruas com árvores, segundo o IBGE. Árvores reduzem o calor, ajudam a evitar enchentes e limpam o ar. Mas, sem plantio e manutenção, o plano segue no papel e o prefeito morde a língua. Na terra da floresta, a sombra é só promessa…
A Operação Maravalha, do Ibama e do ICMBio, escancarou a farra da madeira ilegal no Pará. Em vistorias a 70 madeireiras em Senador José Porfírio, Trairão e Anapu, choveram irregularidades. Foram apreendidos mais de 7 mil m³ de madeira serrada, 5,6 mil toras e equipamentos do esquema, com R$ 110 milhões em multas. A fiscalização bloqueou cerca de 20 mil m³ em créditos florestais suspeitos de “esquentar” madeira retirada ilegalmente por organização criminosa. Quatro serrarias clandestinas foram demolidas.
A nova Lei do Licenciamento Ambiental, em vigor desde 4 de fevereiro, dispensou licença para dragagens de manutenção em hidrovias amazônicas. Coincidência ou não, semanas após protestos indígenas barrarem uma dragagem no rio Rio Tapajós, um contrato de R$ 123 milhões foi homologado e está a todo vapor no Rio Madeira, com dispensa de licenciamento. Moral da história: quando o protesto aperta, a violência para; quando a lei muda, a draga passa. Onde já se viu?