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C91há 6 meses

Pesca ameaçada

Os pescadores da ilha do Combu são afetados diretamente pelo aumento do interesse de turistas pelo local, sem as devidas providências das autoridades. Joelson da Cunha contou à Folha de S.Paulo que o desfile de lanchas, jet-skis e rabetas virou rotina e a marola espantou os peixes e camarões de forma preocupante. Antes, o pescado artesanal garantia almoço e janta. Hoje não. Moradores dizem que o tráfego acelerado afugenta espécies e torna perigoso sair para pescar. Turismo cresce. A pesca… afunda. Turismo predatório Enquanto o fluxo de embarcações aumenta na Ilha do Combu, a fiscalização parece navegar em câmera lenta. Acidentes já viraram notícia: colisões entre lanchas e jet-skis deixaram feridos e até morte após marola violenta já foi registrada. Moradores chegaram a protestar pedindo controle de velocidade e mais presença das autoridades. No rio, a lei das ondas segue firme: quem tem motor grande passa e quem pesca que se equilibre. Se o turismo fortalece a economia, o prejuízo dos pescadores enfraquece a comunidade.

Atualizado há 4 meses