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FEMINICÍDIO NUNCA MAIS

A primeira-dama Janja Lula da Silva e o vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, participaram no Rio de Janeiro do lançamento da campanha internacional “Feminicídio Nunca Mais” . A ação, marcada pela iluminação do Cristo Redentor, usa o futebol como plataforma de conscientização rumo à Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027. No Pará, a mobilização também ganhou destaque. No último domingo, durante o primeiro jogo da final do Campeonato Paraense de Futebol, jogadores de Clube do Remo e Paysandu Sport Club entraram em campo com camisas da campanha, reforçando o compromisso do futebol paraense no combate à violência contra a mulher.

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ALERTA PARA O MPOX

O registro de 88 casos de mpox no país neste ano, sendo 44 em apenas cinco dias, colocou estados em atenção, entre eles o Pará. A Sespa reforçou o monitoramento, atualizou protocolos e orientou municípios a notificar rapidamente suspeitas. Acostumado a enfrentar endemias como dengue e malária, o estado mobilizou hospitais, UBSs e UPAs para identificar sintomas como lesões na pele, febre e ínguas. A prevenção inclui evitar contato com pessoas sintomáticas, não compartilhar objetos pessoais e reforçar a higiene das mãos.

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COMBATE AO ASSÉDIO

A aposentadoria compulsória do desembargador Orloff Neves Rocha pelo Conselho Nacional de Justiça reacendeu o debate sobre assédio sexual no Judiciário. No Pará, o caso reforça uma política que já vinha sendo estruturada: prevenir antes que a crise se instale. No Tribunal de Justiça do Estado do Pará, funcionam comissões permanentes de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação, alinhadas às normas do CNJ. Os canais garantem sigilo, apuração e proteção às vítimas, inclusive terceirizados. A meta é consolidar cultura interna de tolerância zero.

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Diária Turbinada

A Câmara de Santarém aprovou, a toque de caixa e na surdina, resolução que turbina as diárias dos vereadores. Viagem a Belterra ou Mojuí dos Campos, a poucos quilômetros, agora rende R$ 750,00. Para Brasília, o valor chega a R$ 1.400,00 por dia. A articulação ocorreu durante a presidência interina de Jandeílson Pereira, em movimento conduzido pelo vice da Mesa. Tudo sem passar pelas comissões e sem o crivo jurídico. Transparência virou item facultativo. Contraste Incômodo O prefeito Zé Maria Tapajós recebe R$ 600 de diária para a capital federal; secretário de Estado, R$ 527,00. Já o vereador santareno viaja em classe executiva orçamentária. A nova regra afrouxa exigências de justificativa e reacende lembranças da Operação Perfuga. Uma diária a Brasília equivale a 7,5% do subsídio mensal do parlamentar. Se a viagem durar uma semana, metade do salário pega carona. Nos bastidores, fala-se até em judicialização. Bora ver.

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MULTA PESADA

Ainda repercute no bastidores da Justiça Federal do Pará, a decisão de impor multas e indenizações que chegam a R$ 18,4 milhões contra pecuaristas envolvidos em atividade de criação ilegal de gado dentro da Terra Indígena Apyterewa. A decisão atinge produtores rurais acusados de grilagem, comércio clandestino de gado e criação ilegal de bovinos em terras indígenas, além de determinar a devolução de lucros obtidos com tais práticas e reforçar pedidos de indenização por danos coletivos às comunidades indígenas Parakanã. A pesada sanção judicial, maior parte aplicada em primeira instância, tem gerado repercussões em setores do agronegócio paraense, que questionam a proporcionalidade e os impactos na produção local.

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COBRE VERDE

A Vale S.A. anunciou, com pompa e PowerPoint, que vai despejar US$ 3,5 bilhões em projetos de cobre na região de Carajás, no Pará, entre 2026 e 2030. É o “cobre verde”, aquele que promete salvar o planeta enquanto turbina a transição energética global. A cifra é de fazer qualquer árvore bater palmas: US$ 300 milhões aqui, US$ 400 milhões ali, US$ 800 milhões acolá. Uma escalada de zeros digna de manchete internacional. PERFUME BARATO O problema é que, no chão vermelho de Carajás, o verde não é exatamente a cor predominante. Para ambientalistas e lideranças indígenas, o anúncio soa como propaganda de perfume borrifado sobre minério bruto. No rastro da expansão, acumulam-se denúncias de conflitos socioambientais, processos judiciais e a velha pergunta: sustentável para quem? No centro da controvérsia está uma ação civil pública do Ministério Público Federal que acusa a mineradora, junto com entes públicos, de contaminação por metais pesados no organismo de integrantes do povo Xikrin do Cateté.

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PEDRAL NA MIRA

Nesta terça-feira, a Procuradoria da República no Pará, braço do Ministério Público Federal (MPF), protocolou novo recurso pedindo a suspensão imediata de obras no Pedral do Lourenço. O argumento é de que a decisão que autorizou a continuação das obras teria graves inconsistências técnicas e não teria respeitado o devido processo de consulta às comunidades tradicionais afetadas. O conflito gira em torno do licenciamento que foi acelerado por decisão judicial, e que, segundo o MPF/PA, deixou de fora consultas essenciais às populações ribeirinhas e indígenas que dependem da área para pesca, cultura e subsistência, um requisito previsto em normas ambientais e de direitos humanos.

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Sinal vermelho

A investigação internacional Fuelling Ecocide, livremente traduzido como Alimentando o ecocídio, lançada em janeiro de 2026 para mapear o impacto devastador da indústria de petróleo e gás em áreas protegidas ao redor do mundo, acendeu o alerta. 7 mil áreas protegidas do mundo estão sob a sombra de licenças de petróleo e gás. No Brasil, o holofote recai sobre a foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá, com repercussõees importantes no Pará. Trata-se de uma das regiões mais biodiversas e sensíveis do planeta. O mosaico de manguezais, recifes e correntes marinhas que conecta a Amazônia ao Atlântico é uma peça-chave para o equilíbrio climático. Enquanto o país tenta vender protagonismo ambiental lá fora, a decisão sobre a foz do Amazonas virou teste de coerência. O imbroglio afeta diretamente comunidades pesqueiras e ribeirinhas do Pará, que dependem de estoques de peixes ligadoos ao equilíbrio ecológico do Amazonas.

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Cicatriz ambiental

A empresa que apresentou a melhor oferta para dragar o rio Tapajós entre Itaituba e Santarém tem um detalhe incômodo no currículo. Já foi alvo de três autos de infração do Ibama por irregularidades sabem em quê? Em obras de dragagem. As multas somam R$ 1,9 milhão e seguem em tramitação administrativa. A vencedora do pregão, a DTA Engenharia, também não é santa. Foi autuada duas vezes em 2018, em Paranaguá (PR), e mais uma vez em 2023, em São Sebastião (SP). O roteiro é o mesmo: retirada de sedimentos e intervenções em canais, como se deseja fazer no Tapajós. Uma cicatriz ambiental contra a qual os indígenas estão rebelados em Santarém.

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FOLIA COM PROTEÇÃO

O Ministério da Saúde lançou a campanha de Carnaval para reforçar a prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com foco em jovens e jovens adultos, e escalou a cantora Gaby Amarantos para protagonizar a mobilização, destacando que o cuidado deve ocorrer antes, durante e depois da folia, ao longo de todo o ano. A ação também reforça a ampliação da oferta de preservativos no país: nos últimos três meses, 138 milhões de unidades foram distribuídas aos estados, incluindo dois novos modelos — ultrafino e texturizado — que passaram a ser disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde em 2025.

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Rios tipográficos

Em Belém, as letras também navegam. Foi o que descobriu a designer Fernanda Martins ao se mudar para a capital paraense e se deparar com barcos ribeirinhos que mais pareciam galerias flutuantes. Fascinada pelas tipografias coloridas que estampam cascos na região de Boa Vista do Acará, ela transformou o encanto em pesquisa. E em missão. Criou o projeto Letras que Flutuam, que já mapeou 140 abridores de letras no Pará, desde Belém à Ilha de Marajó. As marcas registradas são maiúsculas vibrantes, sombra em dégradé e arabescos finais - o chamado “caqueado”. Fernanda formalizou o Letras que Flutuam para evitar que a estética amazônica seja capturada pelo mercado sem crédito aos autores. A preocupação não é só artística, é política: reconhecer quem pinta é preservar quem sabe.

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CRIATIVIDADE EM ALTA

Segundo análises recentes do Sebrae no Pará, segmentos ligados à cultura paraense, artesanato, tecnologia, alimentação e bioeconomia permanecem em alta para 2026. A notícia eleva as expectativas de novos empreendimentos e geração de empregos na região. O movimento aponta para um cenário positivo de diversificação econômica pós-COP30, com oportunidades para pequenos e médios negócios que valorizam produtos locais e sustentabilidade, um fator que pode estimular ainda mais a economia de Belém ao longo do ano.

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