O XII Fórum do TCE do Pará evidenciou o papel estratégico da Corte de Contas no aperfeiçoamento da gestão pública em um dos estados mais relevantes da Amazônia. Responsável por fiscalizar a aplicação de bilhões de reais em recursos públicos, o Tribunal tem ampliado sua atuação em áreas sensíveis como educação, saúde e sustentabilidade. O evento reuniu, ao lado do presidente do TCE, Fernando Ribeiro, lideranças de destaque da política e gestão, entre elas o governador Helder Barbalho, o senador Jader Barbalho e a conselheira Daniela Barbalho. O encontro se consolida como espaço de debate sobre transparência, governança e desenvolvimento paraense.
No meio das 50 organizações contempladas pelo Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente, duas entidades do Pará se destacam: a Associação Indígena Berê Xikrin da Terra Indígena Bacajá e a Associação Regional das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu do Sudeste do Pará (AMISU). Cada vencedora receberá R$ 50 mil do FNRB para fortalecer ações de proteção da biodiversidade e saberes tradicionais. O resultado reforça a presença amazônica na política de repartição de benefícios.
O desmatamento da Amazônia já produz prejuízos bilionários para o setor elétrico. Estudo do CPI/PUC-Rio e do Amazônia 2030 aponta que a redução dos chamados “rios voadores” diminui a geração de Itaipu e Belo Monte em 3.780 GWh por ano. É energia suficiente para atender 1,5 milhão de pessoas. A perda supera R$ 1 bilhão anuais e deixa um recado: 17 das 20 maiores hidrelétricas do país dependem, em algum grau, da umidade produzida pela floresta
O aniversário de Leopoldo Couceiro, celebrado no último sábado na Estação das Docas, reuniu centenas de convidados e acabou se transformando em um retrato fiel de sua trajetória. Entre empresários, lideranças e amigos, o encontro evidenciou a força de uma rede de relações que há anos movimenta negócios, aproxima pessoas e gera oportunidades. Para completar a festa, quem comandou o palco foi Leandro Sapucahy. A coluna C91 registra a data e deseja ao empresário um novo ciclo de saúde e conquistas.
Não bastasse o selo de Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco, Belém agora leva também o título de Melhor Experiência de Turismo Gastronômico do Brasil. A escolha, por voto popular, reuniu mais de 43 mil participantes e confirmou o que os paraenses repetem há anos entre uma e outra cuia de tacacá: a capital paraense é destino obrigatório para quem viaja sem esquecer do estômago. Convenhamos: já está ficando difícil encontrar uma premiação gastronômica em que a cidade não apareça servida na entrada, no prato principal e na sobremesa.
A decisão do Ministério do Desenvolvimento Agrário de contratar um estudo de R$ 1,4 milhão para mapear a atuação de facções criminosas e milícias rurais em conflitos agrários tem atenção especial voltada ao Pará. Historicamente entre os estados com mais disputas por terra do país, o território paraense reúne áreas sob pressão do garimpo ilegal, da extração de madeira e da expansão agropecuária. Em Brasília, o estado é visto como peça-chave do diagnóstico que será concluído até 2027. PONTO FINAL A contagem regressiva para a Copa de 2026 já começou, mas quem sonha em trocar o expediente pela arquibancada do sofá ou do barzinho pode enfrentar um cartão amarelo do chefe. Os dias de jogos da Seleção Brasileira não são feriados nem garantem folga automática. A liberação depende da boa vontade das empresas ou de acordos específicos. Quem decidir matar o trabalho para ver a bola rolar corre o risco de sofrer descontos no salário e até sanções disciplinares. Entre produtividade e paixão nacional, muitas companhias devem recorrer à velha tática da compensação ou transmissão das partidas no próprio ambiente de trabalho.
Nos bastidores do business paraense, aquele velho ditado de que vale mais um amigo na praça do que dinheiro no bolso nunca pareceu tão atual. E, convenhamos, quando os amigos também são bons de negócio, melhor ainda. Na PCT Guamá, por exemplo, o diretor financeiro Danilo Cosenza têm colecionado parcerias e ampliado seu círculo de amizades com invejável eficiência. O que se comenta nos corredores é que todo tipo de negócios estão sendo feitos. Tamanha habilidade para cultivar relações, no entanto, despertou a curiosidade de alguns admiradores mais institucionais. Ministério Público, MPF e COAF estariam bastante “interessados” em entender melhor como se constrói uma rede de amizades tão sólida e produtiva.
O STJ e o TST descobriram uma fórmula curiosa para enfrentar a sobrecarga de trabalho: reconhecer que falta gente, mas premiar quem já está mais perto do topo da engrenagem. A nova gratificação de 15% para ocupantes de cargos de direção, chefia ou assessoramento foi apresentada como resposta à crescente complexidade da atividade judicial. Enquanto os tribunais contabilizam recordes de processos e admitem déficit de pessoal, a tão falada reestruturação da carreira continua estacionada na garagem institucional. Ganha quem pode, obedece quem tem juízo.
Com o irreverente nome 'Te arreda aí, mano!', o Ministério Público do Pará lança uma ação firme contra a importunação sexual no transporte coletivo. A campanha usa o bom humor do sotaque paraense para chamar atenção, mas o recado é sério: respeito não é opcional. No ônibus, no BRT ou em qualquer lugar, assédio é crime e precisa ser combatido por todos. Denunciar e educar são caminhos essenciais para garantir segurança e dignidade às mulheres. Respeito é lei. No Pará, é prioridade.
Nos bastidores da decisão do STJ que suspendeu os efeitos da condenação do ex-prefeito de Bragança, Raimundo Nonato de Oliveira, ganha destaque a atuação do escritório Pinheiro & Penafort Advocacia. Foi da defesa a tese acolhida pelo ministro Joel Ilan Paciornik para determinar o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) oferecido pelo próprio Ministério Público, em um caso considerado excepcional pela Corte.
Em um ano e 5 meses de gestão, Igor Normando já coleciona uma sequência de desgastes. A lista inclui embates com servidores, greve na educação, polêmicas sobre reformas administrativas, questionamentos à terceirização, problemas recorrentes na saúde, desgaste político precoce com críticas à articulação do governo. Agora, uma sétima crise ganha destaque: a paralisação dos anestesiologistas por atrasos de pagamento, que afetou cirurgias e escancarou dificuldades na rede municipal. Símbolo mais recente de uma administração que ainda busca se livrar do noticiário negativo. PEDIATRIA TAMBÉM AMEAÇA PARALISAÇÃO A situação não se restringe aos anestesiologistas. Conforme documento obtido pelo Cidade 091, médicos pediatras que atuam no Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14 de Março, também articulam uma possível paralisação. No documento, os profissionais alegam que não recebem pelos serviços prestados desde fevereiro de 2026. O caso já chegou ao conhecimento do Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA), que informou estar acompanhando a situação e avaliando as medidas cabíveis junto aos órgãos competentes e às equipes médicas envolvidas. Uma reunião será realizada na noite desta segunda-feira (1º) entre representantes do Sindicato dos Médicos do Estado do Pará (Sindmepa), ocasião em que o assunto será discutido.
O STJ já admite que o dano ambiental atravessa gerações e transforma o futuro em vítima jurídica. Mas, na prática, a devastação segue tratada como infração burocrática, quase nunca como crime estrutural. A crítica, que ganha força entre especialistas em criminologia verde, mira a cegueira institucional diante de degradações que não deixam corpos imediatos, mas comprometem saúde, território e dignidade por décadas. E o Pará é um exemplo disso, especialmente no que se refere à mineração. É simples assim: o lucro continua privatizado; o prejuízo ambiental, socializado. RECADO DURO A nota do governo Lula sobre soberania nacional foi escrita para não deixar dúvida nem espaço para tradução simultânea em Washington. Ao misturar PCC, milícias, tarifaço, PIX e “falsos patriotas”, o Planalto decidiu mirar direto no bolsonarismo que busca apoio externo para pressionar o Brasil. Lula quis vender a imagem de presidente que reage sem baixar a cabeça, e de quebra transformar adversários em cúmplices políticos de interesses estrangeiros. No roteiro do Planalto, patriotismo virou teste de CPF.